Desigualdades sanitárias persistem, e adivinhem qual estrato da população mais impactada?

Recentemente, os dados do último Censo do IBGE lançaram luz sobre uma realidade preocupante: milhões de brasileiros ainda vivem sem acesso adequado ao esgotamento sanitário e à água potável em pleno século XXI. Os números revelam não apenas desigualdades regionais, mas também um desafio contínuo para garantir condições básicas de saneamento em todo o país.

De acordo com o levantamento, cerca de 49 milhões de brasileiros enfrentam a ausência de esgotamento sanitário adequado, enquanto 4,8 milhões não têm água encanada em suas residências. Esses dados, além de alarmantes, refletem uma realidade muitas vezes invisível para grande parte da população.

Ao refletirmos sobre esses números, é impossível não pensar nas comunidades marginalizadas, como é o caso de Paraisópolis, onde até os dias de hoje há esgoto sendo despejado in natura no Córrego do Antonico, contaminando o meio ambiente e colocando em risco a saúde de seus moradores. Infelizmente, essa situação não é única; muitas periferias e favelas brasileiras enfrentam desafios semelhantes.

O acesso à água potável e ao saneamento básico não é apenas uma questão de conforto, mas sim um direito humano fundamental. A falta desses serviços básicos expõe as comunidades a doenças transmitidas pela água contaminada, além de perpetuar um ciclo de pobreza e exclusão social.

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