COVID-19 e gestação, entenda os riscos

 COVID-19 e gestação, entenda os riscos

Crédito: Getty Imagens

Desde o surgimento do COVID-19, no final de 2019, o vírus e a resposta a ele tiveram efeitos catastróficos na saúde, nas sociedades e nas economias ao redor do mundo, e uma das populações mais afetadas foi a das gestantes, com consequências ainda piores. O medo e desconhecimento de como a doença se desenvolveria trouxeram muita apreensão.

Sabemos que é na gestação e no puerpério que ocorrem as maiores alterações no corpo da mulher. Para uma gestação bem sucedida são necessárias mudanças no sistema imunológico, cardíaco, pulmonar e muitos outros. A gestação já é por natureza uma fase da vida na qual a mulher fica propensa a desenvolver uma série de doenças que podem surgir por diversos fatores de risco, principalmente se essa mulher não realiza um acompanhamento de pré-natal adequado.

Muitas descobertas vieram através de pesquisas científicas, desde os primeiros casos de COVID-19, e na gestação os estudos têm se demonstrado que o simples fato de estar grávida aumenta o risco da mulher ter uma forma grave da doença, e também que as gestantes negras, com idade avançada (≥35 anos) e com sobrepeso (IMC > 25) ou obesidade (IMC > 30) foram os fatores de risco para hospitalização entre gestantes, além disso, foi identificado que gestantes com doenças como comorbidades preexistentes definidas como asma, DPOC, hipertensão crônica ou diabetes mellitus pré-gestacional estavam associados com doença de COVID-19 mais grave durante a gravidez.

O que descobrimos também é que o coronavírus raramente atravessa a placenta, isso se deve ao que chamamos de “barreira placentária”, mas foram observados efeitos adversos da doença materna no feto e no recém-nascido após a COVID-19, por isso, é preciso ainda que as gestantes adotem medidas de proteção como isolamento social, uso de máscaras e vacinas.

Com o advento das vacinas, das regras de isolamento social e uso de máscaras, muitas gestantes puderam ir retomando gradativamente o hábito de comparecer nas consultas e de realizar os exames de rotina de pré-natal. Os estudos comprovaram que as vacinas SARS-CoV-2, durante a gravidez, são eficazes na prevenção da COVID-19 e suas complicações, além de serem seguras tanto para a mãe quanto para o feto. Anticorpos para SARS-CoV-2 foram encontrados no sangue do cordão umbilical e no leite materno após a vacinação durante a gravidez, sugerindo proteção do bebê após a vacinação materna.

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Ginecologista obstetra especialista em ginecologia endócrina, patologia genital e ginecologia regenerativa.

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