Abaixo-assinado em prol da construção de moradias e do aumento do aluguel social para R$ 600,00

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A luta mais importante da comunidade é a luta pela moradia: o direito de ter uma casa própria com qualidade para todas as famílias. Esse sonho começou a se transformar em realidade e a nossa comunidade iniciou o processo de transformação em bairro.

Muitas conquistas saíram do papel: entrega de 1.700 moradias, equipamentos de saúde, escolas… Mas ainda temos muito que realizar. Desde o inicio do novo governo, passamos por muitas dificuldades. A Urbanização começou a desacelerar e o programa quase parou. As obras da Central de triagem, Escola de Música e Pavilhão Social já estão em andamento e são muito importantes para o desenvolvimento da comunidade. No entanto, apesar de termos quase 4 mil famílias no aluguel social esperando a entrega da sua moradia, não existe no momento nenhuma construção de Unidades Habitacionais em Paraisópolis, inclusive existe uma obra parada, o Condomínio Vila Andrade C, que poderia ser finalizado em menos de 2 meses e abrigar dezenas de famílias.

As famílias que estão no aluguel social tiveram suas casas removidas e passaram por todo processo de aprovação junto à Secretaria Municipal de Habitação com a promessa por parte da Prefeitura de São Paulo de que receberiam sua moradia. O aluguel social deveria ser pago apenas até que os apartamentos ficassem prontos, mas já se passaram alguns anos e muitas famílias continuam na mesma situação.

Passados sete anos, já que o cadastrado foi iniciado em 2007, a maioria das famílias ainda não recebeu suas moradias. O que acontece é que essas mesmas famílias aguardam na fila até hoje. E para as obras continuarem, ainda será necessário a remoção de muitas famílias, principalmente na região do Córrego do Antonico. A fila do aluguel social só tende a aumentar sem a construção de novas moradias, mesmo tendo terrenos disponíveis para inicio imediato das obras.

E o mais grave é que nunca houve reajuste no preço do aluguel social, que se manteve em R$ 400,00. Se fosse corrigido apenas o valor da inflação, teria que ser de R$ 639,00. O salário mínimo, por exemplo, era R$ 380,00 em 2007, mas hoje já vale R$ 724,00, mais que o dobro.

Se o aluguel quase triplicou em Paraisópolis nesse período, se o feijão e a carne também ficaram mais caros, por que só o aluguel social não aumentou? Se R$ 400,00 em 2007 pagava um aluguel, hoje mal paga um cômodo na comunidade.

A imediata definição de prazos para a entrega de moradia definitiva ajudaria a medir quanto dinheiro público continuará sendo desperdiçado mensalmente pela falta de planejamento de recolocação das famílias de nossa comunidade.

O pior de tudo isso é que, quem paga aluguel, sabe que esse dinheiro se perde, diferente de quando se paga um financiamento ou constrói uma casa. A insanidade de pagar aluguel social ou remover as pessoas sem previsão de moradia definitiva deve ser estancada imediatamente. Os moradores que necessitaram sair de suas casas para permitir a Urbanização em nossa comunidade merecem ser respeitados e ter prazo para finalmente ter o seu lar devolvido.

Para mudar essa situação precisamos nos mobilizar!

Por isso, a União dos Moradores convoca todos os moradores da comunidade, solidários às pessoas que recebem o aluguel social, a ajudarem na coleta de assinatura do abaixo-assinado, que exigirá:

  • Correção do aluguel social para R$ 600,00
  • Entrega imediata das moradias para as pessoas que foram removidas de suas casas – início das obras
  • Canalização imediata do córrego do Antonico
  • Aceleração das obras de urbanização
  • Inserir a construção do Hospital Geral de Paraisópolis no Plano de Urbanização.
  • Respeito à fila na entrega das Moradias.

ASSINE E RETIRE CÓPIA DO ABAIXO-ASSINADO NA RUA ERNEST RENAN, 1366

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União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis

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