Capital notificou 9.749 casos em 2025. Série do Espaço do Povo explica os números e os caminhos para buscar cuidado.
A cidade de São Paulo notificou 9.749 casos de sífilis em gestantes em 2025, ante 8.736 em 2024. O aumento foi de 11,6%, segundo cálculo do Espaço do Povo a partir da série da Secretaria Municipal da Saúde.
A taxa de detecção passou de 72,3 para 79,7 casos por mil nascidos vivos. Esse indicador não representa a porcentagem de gestantes com sífilis. Os dados são provisórios, com atualização da base em 2 de setembro de 2026.
Os registros de sífilis congênita tiveram outra trajetória
Entre menores de um ano, a capital registrou 713 casos em 2025, contra 727 em 2024. A incidência passou de 6,0 para 5,8 por mil nascidos vivos.
A redução nesse grupo não elimina a necessidade de diagnóstico e cuidado durante a gestação. A sífilis congênita ocorre quando a infecção é transmitida da gestante para o bebê.
A prevenção envolve testagem em diferentes momentos do pré-natal e tratamento adequado durante a gravidez.
Como está o Brasil
O Boletim Epidemiológico de Sífilis 2025, do Ministério da Saúde, registra 256.830 notificações de sífilis adquirida, 89.724 em gestantes e 24.443 de sífilis congênita em 2024.
São categorias distintas de vigilância e não devem ser somadas como um total de pessoas infectadas.
A infecção pode passar despercebida. Por isso, é importante conhecer os sintomas da sífilis e as situações em que se deve procurar atendimento.