Cigarros eletrônicos são proibidos pela ANVISA

Apesar de parecer menos agressivo que o modelo tradicional, 6 milhões de pessoas morrem por ano em decorrência do tabaco e componentes relacionados

Foto Divulgação


Ele é pequeno e de fácil transporte , conhecido como pendrive, pod ou vape-se,  não tem cheiro e nem aquela fumaça toda do cigarro tradicional; esse é o cigarro eletrônico. Consumido cada vez mais pelos jovens, tem acendido o alerta para as doenças de câncer de pulmão e transtornos mentais, trazendo muito mais malefícios que o cigarro convencional.

A ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, avaliou o relatório da Gerência – Geral de Registros e Fiscalização de Produtos Fumígenos (GGTAB), derivados do tabaco ou não, neste caso, o cigarro eletrônico, que possui a substância da nicotina presente na composição que causa problemas respiratórios, tanto quanto o uso do modelo tradicional, usando como base a revisão do documento feito desde 2009, pela Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) n°46, que unanimemente confirmaram a proibição do dispositivo eletrônico no país. E ainda dentro do relatório, foram apontadas sugestões para trabalhar as propagandas sobre o uso do produto. 

Em 2009, a ANVISA passou a proibir a comercialização, importação e propaganda do dispositivo para fumar, antes da regulamentação, o produto era veiculado como um status de beleza, saúde e bem estar,  trazendo um aumento de doenças de origem pulmonar, bucal, cardíaca, vascular e doenças cerebrais.

 O mundo está crescendo com 7,8 bilhões de habitantes, e 30% da população adulta são fumantes e cerca de 6 milhões delas morrem anualmente em decorrência de doenças relacionadas ao tabaco e seus componentes, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 10% dessas pessoas são fumantes passivos, isso significa que pessoas que não são fumantes acabam por inalar a fumaça de quem consome o produto.

Por não soltar fumaça como os cigarros convencionais, faz com que o usuário tenha a falsa ilusão que não é tão prejudicial à saúde, esse aparente dispositivo traz altas dosagens de nicotina que causa a dependência. Para se ter noção o quão nocivo é o cigarro eletrônico,  em apenas 1 refil de 5 ml de e-líquido concentrado de 18mg/dL possui 90 mg de nicotina, sendo uma dose mortal. 

O consumo a longo prazo da nicotina, que é considerada uma droga psicoativa,  leva a perdas cognitivas e transtornos tão destrutivos como o uso de cocaína, que age no sistema nervoso central, segundo dados da Organização da Saúde (OMS), entrando para a 11ª posição de doenças (CID-11) de transtornos mentais, comportamentais e doenças relacionadas do neurodesenvolvimento.