O ex-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) criticou nesta sexta-feira (9) a pressão para declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que não aceitará ser pressionado e reafirmou a independência do grupo político que lidera.
“Ninguém vai ficar aqui me apertando. Ninguém vai ficar indo humilhar os nossos seguidores, ninguém vai ficar falando em ‘efeito manada’, como se o Flávio fosse defender o Brasil”, disse Renan. Ele também reforçou que já manifestou sua opinião sobre os dois candidatos que disputam o Planalto.
Renan é o único entre os principais nomes da chamada terceira via que ainda não declarou apoio a Flávio Bolsonaro. Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) anunciaram apoio ao senador do PL após o primeiro turno.
Na publicação, o presidente do Missão acusou integrantes do MBL e do próprio partido de terem sido procurados para tentar convencer o grupo a apoiar Flávio. Para ele, a estratégia teria como objetivo dividir a militância.
“Eu não sou empurrado por nenhum efeito manada. Ninguém me conduz, ninguém conduz nosso grupo. Eu criei o nosso grupo para ser independente”, afirmou Renan. Ele também criticou a mudança de discurso de setores da direita, que, segundo ele, o tratavam como esquerdista durante a campanha e agora cobram alinhamento com Flávio.
O ex-presidenciável recebeu 2.675.887 votos no primeiro turno, o equivalente a 2,24% dos votos válidos, e terminou na quarta colocação. Ele já havia dito que não apoiaria nem Flávio Bolsonaro nem o presidente Lula (PT), mas liberou a militância do Missão para escolher seu posicionamento.