Prefeitura de São Paulo encerrou, em 30 de setembro, as inscrições para o Carnaval de Rua 2027. 741 blocos se cadastraram, permitindo que a gestão organize a festa na capital. A abertura das inscrições buscou garantir planejamento adequado.
O número de blocos representa aumento de 17,6% em relação aos 630 blocos da edição anterior. Esse crescimento indica maior engajamento da população nas celebrações de rua.
O Carnaval 2027 será dividido em três períodos: pré‑carnaval em 30 e 31 de janeiro, carnaval de 6 a 9 de fevereiro e pós‑carnaval em 13 e 14 de fevereiro. As datas foram definidas para distribuir o fluxo de pessoas ao longo do mês.
As inscrições ocorreram no portal carnaval2027.spturis.com em duas etapas. De 1 a 15 de setembro, puderam inscrever‑se blocos que já haviam desfilar em 2026; de 16 a 30 de setembro, novos blocos e pedidos de mudança de trajeto foram aceitos. A SPTuris informou que não haverá novas inscrições para o pré e o pós‑carnaval.
Pedidos de novos blocos para o período de carnaval nas regiões de Lapa, Butantã, Mooca, Santana, Santo Amaro, Pinheiros, Sé e Vila Mariana serão avaliados pela Comissão Especial de Organização do Carnaval de Rua. A comissão analisará trajeto, segurança e capacidade de público.
Totó Parente, secretário municipal de Cultura e Economia Criativa, afirmou que a gestão tem compromisso de oferecer um carnaval “muito organizado, muito limpo, muito seguro”. O discurso reforça a prioridade em segurança e limpeza.
Coronel Salles, presidente da SPTuris, destacou que a antecipação do calendário foi a principal novidade deste ano. A medida busca melhorar a programação e a logística dos desfiles.
Blocos que atraem mais de 15.000 pessoas devem encaminhar Plano de Operação e Segurança à SPTuris até 4 de janeiro de 2027, além de documentação de saúde e trânsito. As regras ainda exigem banheiros, limpeza pública e incentivo à coleta seletiva, com participação de catadores.
Os megablocos, que geraram debates sobre superlotação em 2026, terão desfiles concentrados nas avenidas Paulo VI e Marquês de São Vicente, conforme determinação da prefeitura. Essa medida visa controlar o fluxo de participantes.
A proposta prevê a seleção de 100 blocos, com investimento de R$ 25 mil para cada um. A comissão especial, criada em agosto, conta com 13 secretarias, além de CET, SPTrans e SPTuris, para coordenar a organização.