Verão acende o alerta para foco dos arbovírus como Dengue e Chikungunya

A prevenção ainda é a melhor alternativa para evitar a contaminação por esses mosquitos

Por Talytha Cardoso

 

Todo mundo gosta da época de verão, é nela que a diversão é garantida. Os banhos de praia ou até mesmo nas piscinas no quintal de casa estão dentro do cronograma das atividades da criançada. Se não fosse por um detalhe que acaba por atrapalhar esse divertido momento. 

 

Nesse mesmo período de muita piscina, praia, também vem os dias típicos do verão: as chuvas, e são nelas que o perigo pode estar rondando as famílias. Silencioso, os mosquitos  aproveitam as brechas de poças de águas paradas, caixas d’águas abertas, vasos de plantas empossados  voando e botando seus ovos e transmitindo doenças para a população. 

 

Esse terror de asas é o mosquitos da dengue (Aedes Aegypti), com sua cor preta misturada em pontinhos brancos, eles trazem muitos prejuízos à saúde, e com ele, a chikungunya e a febre amarela, que mudam drasticamente a vida de quem contraiu a doença pela picada desses insetos. 

 

O radialista Marco Antônio Nascimento, 44, teve complicações ao contrair chikungunya há 7 meses, o tratamento não foi fácil, os medicamentos prescritos por médicos apenas serviram como paliativos. Até hoje, Marco sente dores nas articulações e outras sequelas da doença. 

 

Devido ao diagnóstico, ficou cinco dias em casa sobre tratamento a base de dipirona, anti alérgicos e muito repouso. Segundo ele, quando chegou ao pronto-socorro, havia mais outras oito pessoas com a mesma doença.. Ele relata que as dores, quase insuportáveis, nas articulações é a pior fase da doença, e não davam sossego em nenhum momento. 

 

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, só em São Paulo, foram registrados mais de dois mil casos apenas em janeiro deste ano. Em 2021, foram registrados mais de 140 mil casos confirmados de dengue, tendo um total de 66 mortes pela doença, a letalidade foi baixa devido ao tratamento precoce assim que os sintomas surgiram. Mas é necessário ficarmos atentos com ambientes que possam servir de foco para esses mosquitos. 

 

Entenda os sintomas

 

Dengue:

A infecção por dengue pode ser assintomática, leve ou causar doença grave, levando à morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. 

 

Na fase febril inicial da doença, pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, entre outros sintomas. Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde.

 

Chikungunya:

Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. 

 

Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas se iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.

 

Zika – também é transmitido pelo Aedes Aegypti:

Cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus zika não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. 

 

Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. Geralmente, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por cerca de um mês. 

 

Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito, como identificado no mês de novembro de 2015, pela primeira vez na história. Observe o aparecimento de sinais e sintomas de infecção por vírus zika e busque um serviço de saúde para atendimento, caso necessário.

 

Caso tenha sentido algum dos sintomas citados acima, procure imediatamente uma unidade básica de saúde. Quanto mais rápido for o tratamento, maior a oportunidade de cura.