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Nossa Senhora Aparecida: Do rio de 1717 à disputa de 2026

Dois pedaços de barro cozido, do tamanho de uma mão, pescados por acidente no Rio Paraíba do Sul. Trezentos e nove anos depois, essa imagem recebe mais de 10 milhões de visitantes por ano, atravessou uma ditadura e duas redemocratizações, foi quebrada em mais de duzentos pedaços por um atentado e reconstruída, e, em 2026, virou peça de disputa entre os dois candidatos à Presidência.

Neste 12 de outubro, feriado nacional, o Espaço do Povo reconta essa história: quando a Igreja definiu Aparecida como padroeira, o que a lei brasileira diz sobre um país laico com feriado católico, o tamanho do santuário, os papas que passaram por lá e por que a santa entrou na campanha eleitoral.

A pescaria de 1717

Em outubro de 1717, três pescadores navegavam o Rio Paraíba do Sul perto da vila de Guaratinguetá, no interior de São Paulo, na altura do Porto Itaguaçu. João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia tinham uma tarefa específica: conseguir peixe suficiente para o banquete que receberia Dom Pedro de Almeida e Portugal, o Conde de Assumar, então governador da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro.

A pescaria ia mal. Até que, no leito do rio, os homens recolheram o corpo de uma pequena imagem de Nossa Senhora. Logo depois, encontraram a cabeça. A estatueta estava partida em dois pedaços, e foi recolhida nessa ordem, primeiro o corpo, depois a cabeça.

Coladas as partes, a pesca que era um fracasso virou abundância: as redes voltaram cheias. A imagem ganhou um altar na casa de Domingos Garcia, e a devoção começou a se espalhar pelo vale do Paraíba. O nome completo é Nossa Senhora da Conceição Aparecida, “aparecida” porque apareceu, para eles, no fundo do rio.

A vila que cresceu no entorno virou o município de Aparecida. Em 1904, a imagem foi coroada Rainha do Brasil. A Basílica Histórica, também chamada de Basílica Velha, foi erguida em homenagem à santa e até hoje recebe romeiros.

Como a Igreja e o Estado se encontraram em torno da santa

A devoção popular não bastava para transformar Aparecida em padroeira. Isso exigiu articulação política, e a articulação veio da Igreja.

No Congresso Mariano de 1929, realizado em Aparecida, o cardeal arcebispo do Rio de Janeiro Dom Sebastião Leme propôs aos demais bispos levar ao Vaticano o pedido de reconhecimento. O objetivo era duplo: consolidar a devoção popular e celebrar os 25 anos da coroação da imagem.

Em julho de 1930, o papa Pio XI atendeu ao pedido.

O que veio depois é menos conhecido. Em novembro do mesmo ano, Getúlio Vargas assumiu o poder após vencer a Revolução de 1930. O novo governo se apoiou na padroeira recém-nomeada para reconstruir uma identidade nacional depois de décadas de instabilidade, e, ao mesmo tempo, cimentar a aliança entre a Igreja Católica e um Estado que precisava de legitimidade.

A imagem foi levada de Aparecida ao Rio de Janeiro, então capital federal, em um trem especial de quatro vagões: o primeiro virou capela, os outros foram reservados a convidados. A composição parou em diversas estações para que as multidões que se aglomeravam pudessem ver a nova padroeira. No Rio, Nossa Senhora foi conduzida em procissão até a Esplanada do Castelo, onde estava Getúlio Vargas ao lado de autoridades e altos membros da Igreja.

A lei que criou o feriado

O feriado nacional é mais recente do que a padroeira, cinquenta anos mais recente.

A Lei nº 6.802, de 30 de junho de 1980, tem uma ementa curta e direta: “Declara feriado nacional o dia 12 de outubro consagrado à Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.” Foram dois artigos. O segundo diz apenas que a lei entra em vigor na data de sua publicação.

Vale notar o que a lei não fez: ela não declarou a santa padroeira, isso já havia sido feito pelo Vaticano em 1930. A lei apenas transformou a data religiosa em feriado civil obrigatório em todo o país.

País laico, feriado católico: como isso se sustenta

O Brasil é um Estado laico. A Constituição de 1988, no artigo 19, inciso I, veda à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios “estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança”.

Ao mesmo tempo, o calendário nacional tem datas de origem religiosa: 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida), 2 de novembro (Finados), 25 de dezembro (Natal) e a Sexta-Feira da Paixão, entre outras.

A convivência é resolvida por uma distinção jurídica: o Estado não adota a religião, mas reconhece tradições culturais com peso na vida social do país. O feriado é tratado como fato da cultura, não como ato de fé oficial.

A Lei nº 9.093, de 1995, organizou a bagunça. O artigo 2º define que feriados religiosos são “os dias de guarda, declarados em lei municipal, de acordo com a tradição local e em número não superior a quatro, neste incluída a Sexta-Feira da Paixão”. Ou seja: fora do 12 de outubro, que é feriado federal por lei própria —, os feriados religiosos são competência municipal e têm teto de quatro por cidade.

Na prática, o arranjo é alvo de crítica dos dois lados. Há quem aponte incoerência: um Estado que se diz laico não deveria ter feriado confessional. E há quem defenda que a data já é patrimônio cultural brasileiro, independentemente de crença, o que também explica o enorme peso econômico do feriado para o turismo religioso.

Um detalhe curioso fecha o raciocínio: 12 de outubro também é o Dia das Crianças no Brasil, data instituída por decreto em 1924, muito antes de a Igreja obter o feriado religioso. As duas celebrações se sobrepõem no mesmo dia, e nenhuma delas é feriado pela mesma razão que a outra.

O santuário em números

O Santuário Nacional de Aparecida, no Vale do Paraíba, a cerca de 170 km da capital paulista, é considerado o maior santuário mariano do mundo.

O queQuanto
Complexo do santuáriomais de 1,3 milhão de m²
Área construídaquase 143 mil m²
Área da Basílicaquase 72 mil m²
Pavimento térreocerca de 25 mil m²
Capacidade no Altar Centralaté 30 mil pessoas
Capacidade em celebrações externasaté 300 mil pessoas
Torre Brasília109 metros, 16 andares
Passarela da Fé392,2 metros de comprimento
Tijolos usados na obracerca de 25 milhões
Sala das Promessas1.300 m²

Em 2025, o santuário recebeu 10.486.118 visitantes, 15% mais do que no ano anterior. Só no dia 12 de outubro de 2025 foram 152.161 pessoas. Somando a novena, entre 3 e 11 de outubro, o período de celebrações da Padroeira reuniu 494.689 fiéis.

A Basílica é a segunda maior igreja católica do mundo, atrás apenas da Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Os papas que passaram por Aparecida

Três pontífices visitaram pessoalmente o Santuário Nacional.

João Paulo II, em 4 de julho de 1980, o primeiro. Celebrou uma missa acompanhada por cerca de 300 mil pessoas, consagrou o Altar Central da nova Basílica e concedeu ao templo o título de Basílica Menor.

Bento XVI, em 2007, na abertura da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.

Francisco, em 2013, durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro.

Em 2026, o papa Leão XIV homenageou Nossa Senhora Aparecida em uma audiência no Vaticano e saudou os brasileiros, sem visitar o santuário.

Aparecida e Fátima: a mesma Maria, títulos diferentes

Uma dúvida comum: Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Fátima são a mesma pessoa?

Na doutrina católica, sim. Maria é uma só. Os títulos indicam lugares e formas diferentes de devoção, não divindades distintas. É o mesmo princípio que produz Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora da Penha, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora de Lourdes. Existem mais de 1.100 títulos ou denominações diferentes dados a ela ao redor do mundo.

Nossa Senhora de Fátima nasce de aparições relatadas em 1917, na Cova da Iria, em Fátima, Portugal, a três crianças pastoras. Segundo a tradição católica, foram seis aparições entre 13 de maio e 13 de outubro de 1917, e a última teria sido acompanhada do episódio conhecido como “milagre do sol”. O título devocional é Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

Aparecida nasce de um objeto, uma imagem de terracota encontrada no rio, em 1717, no Brasil. Não há relato de aparição, há um achado e uma devoção que cresceu em volta dele.

A diferença de origem explica por que as duas devoções têm estéticas tão distintas: a imagem de Aparecida é uma Madona Negra, esculpida em barro cozido, com marcas visíveis do restauro; as representações de Fátima seguem a iconografia portuguesa, em branco e azul.

Uma coincidência de calendário aproxima as duas: a última aparição de Fátima, em 13 de outubro de 1917, cai um dia depois do feriado de Aparecida.

O atentado de 1978 e o restauro

Em 16 de maio de 1978, a imagem original de Nossa Senhora Aparecida sofreu um atentado e foi quebrada em mais de duzentos pedaços.

A estatueta foi levada ao Museu de Arte de São Paulo (MASP). Pietro Maria Bardi, fundador do museu, encaminhou o trabalho à artista plástica e chefe do Departamento de Restauração, Maria Helena Chartuni, que passou 33 dias reconstituindo uma peça de terracota, material que não perdoa erro.

A imagem restaurada voltou ao Santuário Nacional em 19 de agosto de 1978, transportada em um carro aberto do Corpo de Bombeiros. Uma multidão lotou o entorno do santuário e a Rodovia Presidente Dutra.

Em 2012, a imagem foi tombada pelo Condephaat, o conselho estadual de defesa do patrimônio histórico de São Paulo. Hoje ela fica exposta no nicho do santuário, protegida por vidro blindado. As marcas do restauro continuam visíveis, e viraram parte da devoção.

Curiosidades que pouca gente conhece

Uma relíquia da cruz está no alto da torre. Em 1963, quando a cruz foi instalada no topo da Torre Brasília, uma cápsula recebeu um fragmento do chamado Santo Lenho, relíquia que a tradição católica associa à cruz de Cristo. O fragmento foi trazido de Roma por Dom Antônio Ferreira de Macedo, com certificado de autenticidade. Fica a mais de 100 metros do chão.

A Passarela da Fé tem o formato de um “S”, homenagem a Nossa Senhora , com 392,2 metros de extensão e 35,52 metros de altura no ponto mais alto. Ela liga o Santuário Nacional à Basílica Histórica.

A Sala das Promessas tem 70 mil fotografias no teto. São retratos deixados por romeiros. O espaço recebe cerca de 19 mil objetos por mês, número que chega a 30 mil em outubro. Entre os ex-votos, há uma área dedicada ao esporte, com camisas de futebol, bolas, skates e pranchas de surfe.

Os mosaicos das fachadas vieram de vários países. A Fachada Norte tem mais de 50 metros de altura e cerca de 4 mil m² de mosaicos, montados com pedras de diferentes partes do mundo por mais de 20 mosaicistas. As principais cenas chegaram pré-montadas de Roma, antes da aplicação, os desenhos eram marcados nas paredes com carvão.

A imagem quase não voltou ao nicho. Durante os 33 dias de restauro, ninguém sabia se a terracota resistiria à reconstituição. Resistiu.

A santa na disputa eleitoral de 2026

Neste ano, Nossa Senhora Aparecida saiu do altar e entrou na campanha presidencial. E o caso é mais interessante do que a versão que circulou nas redes, porque envolve, ao mesmo tempo, uma fake news, um projeto de lei real e uma promessa de campanha.

O projeto que existiu de verdade

Em 2007, o então deputado federal Victório Galli Filho (MT) apresentou um projeto de lei que mudava a denominação oficial de Nossa Senhora Aparecida: em vez de “Padroeira do Brasil”, a santa passaria a ser “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos“. A proposta não avançou e foi arquivada em 2008.

Galli não é uma figura distante do bolsonarismo. Disputou a reeleição em 2018 pelo PSL, declarou apoio a Jair Bolsonaro, foi nomeado assessor especial da Presidência da República em fevereiro de 2019 e, em 2026, disputa uma vaga na Câmara pelo Progressistas em Mato Grosso apoiando a candidatura de Flávio Bolsonaro.

O tema voltou ao debate em 14 de setembro, quando a jornalista Maria Cristina Fernandes, da GloboNews, mencionou uma reação de setores da Igreja Católica a uma suposta movimentação de grupos evangélicos para retirar Aparecida do posto de padroeira nacional.

O que não se confirma e o que é declaração

A partir daí, circulou nas redes a versão de que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, teria o plano de retirar o título da santa. Ele negou: “Sou surpreendido com uma mentira, uma fake news daquela, pra variar, que a milícia do PT está inventando na internet: que eu iria tirar a padroeira do Brasil. Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto.”

O Tribunal Superior Eleitoral confirmou que a atribuição é falsa, o projeto de 2007 não é dele. As publicações que associavam o candidato ao tema seguem fora do ar.

A decisão foi e voltou entre ministros. André Mendonça determinou a remoção das publicações; Flávio Dino derrubou a medida; e Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino em 29 de setembro, restabelecendo a proibição. No dia seguinte, o TSE voltou ao caso, e Mendonça votou por manter a proibição.

Mas há uma declaração que é dele, e que toca exatamente o mesmo nervo. Em uma live em agosto, Flávio prometeu “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. Pressionado a cinco dias do primeiro turno, em 29 de setembro, disse que a promessa se referia a uma oração simbólica antes da posse, sem efeitos legais. Em nota, sua equipe afirmou que ele defende o respeito a todas as religiões e expressões de fé, e que a oração seria um gesto de agradecimento.

Por que a frase incomoda

Para entender a polêmica, é preciso olhar para a teologia, não só para a política.

Correntes evangélicas rejeitam a veneração de santos e a intercessão de Maria, prática central do catolicismo. Nessa leitura, um país “decretado” para Cristo não convive bem com uma padroeira católica no calendário oficial. A ideia de trocar “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos” é exatamente isso: reduzir o alcance da santa de nacional para confessional.

Do lado católico, a reação é proporcional. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) já havia se manifestado em episódio parecido, em 2022, com uma frase que continua atual: “a experiência da fé não pode ser manipulada para fins espúrios”.

E há a resposta prática dos dois campos. Em 28 de setembro, em meio à polêmica, Flávio ergueu a imagem de Nossa Senhora Aparecida em um comício ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Apoiadores passaram a usar camisetas com a santa. Depois disso, o candidato disse defender todas as religiões, e reforçou o aceno ao eleitorado evangélico.

O que cada campanha planeja para o dia 12

A equipe de Flávio cogitou e descartou uma ida a Aparecida para a missa da padroeira, avaliando que a agenda pareceria “forçada”. Evangélico declarado, ele deve passar o feriado em Brasília, onde a arquidiocese tem programação católica o dia inteiro.

Do outro lado, o vice-presidente Geraldo Alckmin, católico, confirmou que vai a Aparecida, hábito que mantém todos os anos, mas que neste ganhou peso extra por causa da polêmica. Integrantes da campanha de Lula não descartam um gesto do próprio presidente na data. Lula já levou uma imagem de Nossa Senhora a um comício e ergueu uma estátua da santa durante uma carreata no Ceará.

Pastores evangélicos ligados à campanha do PL acusaram o campo petista de criar uma “guerra religiosa” a partir do episódio.

O cenário não é inédito. Em 2022, o então presidente Jair Bolsonaro esteve em Aparecida e causou alvoroço de fiéis durante a missa, apoiadores tentaram emplacar o cântico “mito” em plena celebração.

O que isso diz sobre o Brasil

Um país que se declara laico discute, em plena campanha presidencial, de quem é o território simbólico da nação: de uma santa católica ou de Cristo. É uma disputa sobre a Constituição, e também sobre quem caberá no “nós” que ela descreve.

Para quem mora em Paraisópolis e em outras periferias, o debate tem um aspecto mais concreto. O 12 de outubro é feriado, mas não para todo mundo: quem trabalha em escala 6×1, no comércio ou em serviços costuma ter o dia de folga convertido em jornada normal. A padroeira do Brasil é feriado nacional na lei, nem sempre na escala de quem trabalha.

Perguntas frequentes

Quando Nossa Senhora Aparecida foi declarada padroeira do Brasil? Em julho de 1930, quando o papa Pio XI atendeu ao pedido apresentado pelos bispos brasileiros, articulado desde o Congresso Mariano de 1929.

Desde quando 12 de outubro é feriado nacional? Desde a Lei nº 6.802, de 30 de junho de 1980.

Por que um país laico tem feriado católico? O Estado brasileiro não adota religião oficial, mas reconhece tradições culturais. O feriado é tratado juridicamente como fato cultural. A Lei nº 9.093/1995 organiza os feriados religiosos: fora do 12 de outubro, que tem lei federal própria, eles são municipais e limitados a quatro por cidade.

Quantos papas já visitaram o Santuário de Aparecida? Três: João Paulo II, em 1980; Bento XVI, em 2007; e Francisco, em 2013.

Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Fátima são a mesma? Na doutrina católica, sim, Maria é uma só. Os títulos se referem a lugares e formas de devoção diferentes. Aparecida vem de uma imagem encontrada no Rio Paraíba do Sul, em 1717. Fátima vem das aparições relatadas em Portugal, em 1917.

Flávio Bolsonaro vai retirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida? Não. O TSE confirmou que a atribuição é falsa: o projeto que propunha mudar a denominação da santa é de 2007, do então deputado Victório Galli Filho, e foi arquivado em 2008. Flávio nega a intenção. O que ele disse, em uma live de agosto, foi que iria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”, promessa que depois classificou como oração simbólica, sem efeito legal.

Por que a promessa de “decretar o Brasil para Cristo” gerou polêmica? Porque toca uma divergência teológica real. Correntes evangélicas rejeitam a veneração de santos e a intercessão de Maria. Nessa leitura, um país “decretado” para Cristo não combina com uma padroeira católica no calendário oficial, o que explica a proposta de trocar “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.

Qual é o tamanho do Santuário Nacional de Aparecida? O complexo tem mais de 1,3 milhão de m², com quase 143 mil m² de área construída. A Basílica é a segunda maior igreja católica do mundo, atrás apenas da Basílica de São Pedro.

Quanto custa visitar Aparecida? A entrada no santuário é gratuita. O custo está no deslocamento, a cidade fica a cerca de 170 km da capital paulista, e o acesso mais comum é pela Rodovia Presidente Dutra.

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