Roberto Tibiriçá (1954-2026) morreu na sexta‑feira, aos 72 anos, com velório no Theatro Municipal de São Paulo neste sábado e domingo.
Formado em piano, ele iniciou a carreira de regente nos anos 80, após ser aluno e assistente de Eleazar de Carvalho, maestro consagrado da música brasileira.
Desde 2022, ocupava a regência titular da Orquestra Sinfônica do Paraná. Antes disso, dirigiu a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Orquestra Petrobras Pró‑Música (mais tarde Petrobras Sinfônica) e a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.
Nos anos 70, atuou como diretor artístico de gravadoras nacionais e produziu o único LP gravado no Brasil pela pianista Guiomar Novaes, dedicado ao cancioneiro nacional, lançado em 1974. Guiomar Novaes – LP (1974) marcou um marco histórico de repertório de música clássica brasileira.
Em 2008, publicou o livro O regente sem orquestra, que discorre sobre a prática da regência e a relação entre maestro e músicos.
Em 2003, assumiu a Cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Música, cujo patrono honra o padre José Maurício Nunes Garcia. Em 2018, foi nomeado membro honorário da Academia Nacional de Música.
De 2005 a 2011, liderou a direção artística do Instituto Baccarelli, fomentando projetos de formação e difusão musical na região sul de São Paulo.
Músicos da Orquestra Sinfônica do Paraná lembram sua dedicação ao ensino e à pesquisa de repertório nacional, destacando que sua partida deixa um vazio na cena de concerto do país.