Potencial de consumo das 12 das maiores favelas do Brasil chega a 9,9 Bilhões ao ano

Encomendado pelo G10 Favelas, estudo revela as principais atividades de consumo nas comunidades do país

Por Keli Gois 

 

Com o objetivo de mostrar o potencial de consumo e atrair o olhar de empresas e investidores para dentro das favelas, o G10 Favelas encomendou ao Outdoor Social, empresa de pesquisa de consumo na periferia, um estudo sobre os hábitos de consumo nas 12 principais comunidades brasileiras, dentre elas Paraisópolis, em São Paulo, e Rocinha, no Rio de Janeiro.

 

A pesquisa ouviu 435 moradores em diversas comunidades nos municípios de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, São Luís, Belém e também em Brasília, e revelou que, apesar da crise econômica, a classe C continua contribuindo de forma significativa para a economia dentro das favelas do país, demonstrando um enorme potencial a ser explorado pelas grandes marcas.  

 

“A pesquisa só revela o grande potencial de consumo das comunidades do Brasil. Precisamos atrair o olhar de empresários de fora para que eles enxerguem e saibam como investir nesse grande pólo de negócios que são as favelas.”, explicou o presidente do G10 Favelas, Gilson Rodrigues, que aproveitou para anunciar o lançamento da “Bolsa de Valores das Favelas”, que acontecerá na próxima edição do Slum Summit, nos dias 19 e 20 de Novembro. 

 

Com uma renda mensal de R$ 2.781,14, além de optar por consumir produtos de grandes marcas, os moradores das comunidades preferem realizar suas compras dentro da própria comunidade, apoiando comerciantes locais, como aponta o estudo. Segundo a pesquisa, 50% das compras de produtos de beleza são realizadas dentro das favelas por meio de revendedores porta a porta. Os dados revelam ainda que 18% compram em lojas e farmácias também dentro das comunidades. 

 

Marcas como Natura, Avon e o Boticário foram as mais lembradas por consumidores de favelas quando questionados sobre produtos de higiene e beleza. Na área do vestuário, C&A, Riachuelo e Renner são as preferidas.  

 

A pesquisa também estudou o consumo de bebidas alcoólicas pelos moradores das comunidades, que citaram marcas como Brahma, Skol e Itaipava como as preferidas. O estudo apontou que 58% das compras de bebidas alcoólicas são feitas em bares e mercados dentro das próprias comunidades. Coca-cola, Fanta e Guaraná são as marcas mais citadas pelos entrevistados quando se trata de bebidas não alcoólicas, o que representa um total de 67%.

 

Foto: Caio Caciporé / Agência Cria Brasil