Racismo climático: o que é isso?

 Racismo climático: o que é isso?

Crédito: Amazônia Real

Nos dias atuais é comum escutarmos sobre desastres ambientais… o ser humano como sendo maior responsável pelas emissões dos gases poluentes, agravando o aumento das temperaturas entre outros impactos que são acontecimentos negativos derivados do problema a nível local, nacional e mundial.  

A grande questão ainda pouco difundida e discutida na sociedade é quem sofre mais com os efeitos das mudanças do clima? Evidentemente, não atinge igualmente 

toda a população. O racismo climático, portanto, envolve injustiça racial e injustiça ambiental, à origem geográfica dos indivíduos e o povo presente nele corrobora para entender que não dá para ignorar o tema, devemos assim priorizar o bem estar das minorias…que na verdade são as maiorias afetadas.  

Ao passo que basta ver nos noticiários quando o assunto são enchentes, a fome,  chuvas fortes, aumento do nível do mar, deslizamentos de terra, seca extrema, a falta de saneamento básico adequado agravado pela ocupação desenfreada em terrenos irregulares, são manchetes destinadas ás favelas, aos quilombos, aos negros, aos povos indigenas e quando se observa com uma lupa o planejamento urbano… é notório a diferença gritante dos impactos.

As enchentes ou deslizamentos de terras não acontecem nos Jardins em São Paulo, Lago Sul em Brasília ou Leblon no Rio de Janeiro, que são ambientes harmoniosos urbanisticamente e esse é um argumento mais simples para entender as diferenças dos que sofrem. A população privilegiada faz parte do problema, mas não das estatísticas de mortes causadas por esses acontecimentos citados.

O reconhecimento de atitudes individuais do sertão à periferia deve ser considerada, todos são responsáveis pela mudança, por outro lado o processo de silenciamento da raça, renda e gênero deve ser combatida e o jovem negro se fazer presente nas discussões, pesquisas e enfrentamento dentro da pauta climática, pois esse povo já atua nas soluções à nivel local, pois se organizam para enfrentar o que sentem na pele. 

Às violações dos Direitos Humanos e o processo de decisão dentro de uma extrema vulnerabilidade social e ambiental expressa que às minorias não são parte do problema e sim da solução.      

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Cria de Paraisópolis, bacharel em Lazer e Turismo pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP. Pesquisador com foco na periferia e sua dialética com o Lazer e Turismo. Teve contato com projetos de impacto social em Paraisópolis e em áreas da Zona Leste.

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