O acesso à cultura é um direito de todos

O acesso a cultura é um direito assegurado por lei e é um dos pilares para o pleno desenvolvimento do ser humano. Está comprovado que juntamente com a educação formal, o acesso a cultura garante uma formação mais completa exercitando o senso crítico e estético além de melhorar a capacidade de raciocínio e sociabilidade.

O acesso a cultura é um direito assegurado por lei e é um dos pilares para o pleno desenvolvimento do ser humano. Está comprovado que juntamente com a educação formal, o acesso a cultura garante uma formação mais completa exercitando o senso crítico e estético além de melhorar a capacidade de raciocínio e sociabilidade.

A oportunidade de frequentar cinemas, teatros, shows, balés, escolas de música e artes é um direito de todos os cidadãos e um dever do Estado porém o que se constata é que as políticas públicas ainda são insuficientes e não asseguram para as pessoas de baixa renda que vivem nas comunidades o acesso a estruturas e ações culturais.

Hoje, a comunidade de Paraisópolis conta com 80 a 100 mil moradores, segundo organizações que atuam aqui, e aproximadamente 60 mil de acordo com o IBGE. Desta população, destaca-se de maneira clara a grande quantidade de jovens e adolescentes na faixa etária de 10 a 25 anos.

Esse grande contingente de jovens e adolescentes dispõe de muitas horas de tempo livre, uma vez que nenhuma escola de Paraisópolis oferece ensino integral, e não existem clubes para prática de esportes públicos ou privados, tampouco teatros ou cinemas comerciais. A possibilidade de se frequentar parques e shoppings da região são pequenas pelo alto custo do transporte público e dos preços das entradas.

Também apenas uma parte muito reduzida desses jovens possui emprego fixo, estando a maioria desempregada, vivendo de bicos, muitas vezes na própria comunidade, ou que sequer entraram no mercado de trabalho.

Este cenário revela o alto grau de vulnerabilidade das crianças e jovens que vivem em Paraisópolis que pela falta de espaços e políticas culturais públicas, não tem a oportunidade de ter uma formação plena para poder desenvolver o seu potencial por completo e de forma saudável.

Devemos nos organizar para conseguir mudar essa realidade.

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