Do Jornal Espaço do Povo 21 – Metrô Já: Linha 17 Ouro é conquista da nossa União

No último dia 31 de maio, foi dado mais um passo na luta pelo transporte coletivo de qualidade para Paraisópolis e a região sul da cidade. Centenas de lideranças e associações se reuniram na Praça Roberto Gomes Pedrosa para realizar uma manifestação pacífica, como forma de demonstrar às autoridades políticas e à sociedade a necessidade da Linha 17-Ouro do Metrô.

ATENÇÃO COMUNIDADE: Não se engane, não será demolida nenhuma moradia ou prédio em Paraisópolis para a passagem da Linha 17 – Ouro do Monotrilho, ele ocupará somente o canteiro central da Avenida Perimetral.

“Precisamos que essa obra seja acelerada e fique pronta o mais rápido possível, para que toda região possa sair do sufoco, que está nosso trânsito e os transportes. É o meio que temos assegurado neste momento, depois de muita luta e participação nas audiências públicas”, disse Gilson Rodrigues, líder comunitário de Paraisópolis.

Durante a manifestação uma comissão formada por representantes das comunidades seguiram para o Palácio dos Bandeirantes para falar com o governador Geraldo Alckmin, outros se dirigiram para a Assembleia Legislativa, onde estava sendo realizada uma audiência pública sobre a obra.

“Somos favoráveis a que a região tenha mais corredores de ônibus, linhas de metrô, seja subterrâneo ou em via elevada, para melhorar a qualidade de vida da população, e que tenha mais tempo com nossas famílias. Nesse momento defendemos a construção do Monotrilho, pois é algo que já temos licitado, com recurso destinado e cumprindo todas as exigências ambientais, apesar de ter capacidade menor que o metrô subterrâneo, irá atender bem a região. Mesmo assim, vemos com bons olhos a possibilidade de novas linhas num futuro próximo para a região”, pontuou Gilson.

“Atuamos em parceria com muitas lideranças do Morumbi e existem divergências com algumas delas. Porém já conquistamos muitas coisas juntos, não é uma divergência pontual que deve fazer com que o respeito entre nós seja perdido.”, afirmou Joildo Santos, presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis.

O percurso do monotrilho da linha 17-Ouro do Metrô vai ligar a região do Morumbi ao aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, em menos de 12 minutos. Com essa interligação a ida para o centro para quem mora em Paraisópolis será reduzida drasticamente.

A primeira fase da linha Ouro, que irá do aeroporto à estação Morumbi da linha 9-Esmeralda da CPTM terá 7,7 km de extensão e ficará pronta em 2014, para o início da Copa do Mundo. Esse primeiro trecho vai ter oito estações: Jardim Aeroporto, Congonhas, Brooklin, Vereador José Diniz, Água Espraiada, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Morumbi.

Já a segunda fase terá cinco estações: Panamby, Paraisópolis, Américo Maurano, estádio Morumbi e São Paulo/Morumbi, onde haverá ligação com a linha 4-Amarela do Metrô. A terceira e última parte do ramal terá 3,5 km de extensão, ligando a estação Jardim Aeroporto à linha 1-Azul do Metrô, na estação Jabaquara. As últimas estações serão Jabaquara, Hospital Saboia, Cidade Leonor, Vila Babilônia e Vila Paulista.

O monotrilho irá atender mais de 250 mil pessoas por dia segundo estimativa do Governo de São Paulo e vem tentar sanar o gigantesco problema do transporte público da Zona Sul de São Paulo.

Segundo dados de 2010 do IBGE, a região dos bairros Morumbi e Vila Andrade cresceu 73% nos últimos dois anos. “Tudo isso aconteceu sem planejamento urbano e o transporte acabou não acompanhando o crescimento. As linhas de ônibus não aumentaram apesar da demanda latente”, conta Gilson Rodrigues. Para ele, “o metrô e as novas linhas de ônibus que chegarão vão possibilitar a integração do bairro à cidade. Isso vai criar mais oportunidades de acesso à educação e a atividades culturais, além de poupar o tempo de trabalhadores e estudantes que chegam a gastar de duas a quatro horas para realizar suas atividades”.

Você acompanhou aqui no Espaço do Povo toda a trajetória dessa luta pela concretização dessa linha de Metrô, as intervenções em audiências públicas, protestos e articulação para garantir que esse direito não nos fosse negado.

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