Um novo estilo profissional o nômade digital

Foto Shutterstork

Por Gideão Idelfonso

A pandemia da covid-19 trouxe, além da tragédia, mudanças significativas na sociedade como um todo. Mudanças que impactam, principalmente, nas relações empresariais e de seus colaboradores. As fronteiras entre o lazer e o trabalho estão se estreitando, e o uso da tecnologia é um instrumento no qual torna o nômade digital um estilo de vida, indivíduos que trabalham em diferentes locais do Brasil e do mundo de forma remota e torna possível conhecer novos lugares, novas línguas e novas culturas.

A indústria do Lazer e Turismo vem trabalhando com a ideia em atrair esses turistas para se tornarem “moradores temporários” que vivem e trabalham em cidades fora do local de origem do trabalho, ou seja, parece que o home office chegou para ficar e muitas empresas já aderiram o trabalho não presencial no pós-pandemia, o que reafirma ainda mais a ideia de que os limites entre viajar e trabalhar, e até mesmo morar, estão se misturando.

O nômade digital não é uma realidade dentro da favela, hoje é um privilégio de algumas classes, mas que de fato pode crescer entre os jovens nos próximos anos. Empregos em que o uso da tecnologia é indispensável para o bom funcionamento da rotina do trabalho é quase um requisito para ser um nômade digital. A rotina, organização, controle dos gastos são outros bons indicadores para quem arrisca seguir por esse caminho. A solidão e a saudade da família e amigos são outros aspectos que devem ser levados em consideração na hora da escolha de ser um nômade digital.

O fato é que não temos ideia do que nos aguarda daqui a 50 anos no que se refere ao futuro do mercado de trabalho. O que se sabe é que a tecnologia vai mudar as modalidades de trabalho esperando que essas mudanças tragam mais prosperidade, inclusive para a favela.

A inteligência artificial pode tornar os humanos insignificantes.  Há quem diga que grandes corporações, como google, nos conhecem mais do que imaginamos.  Saber disso faz com que possamos nos aperfeiçoar para não nos tornarmos redundantes e insignificantes. Ao passo que é importante ficar ligado no futuro das novas profissões, crescendo, claro, a necessidade por profissões que atendam da saúde física e mental e que sejam em cooperação, pois a competição, enfim, nos parece hoje mais desastroso do que promissor, principalmente nos que se refere as redes entre os colaboradores. 

 

Gideão Idelfonso

Cria de Paraisópolis, bacharel em Lazer e Turismo pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP. Pesquisador com foco na periferia e sua dialética com o Lazer e Turismo. Teve contato com projetos de impacto social em Paraisópolis e em áreas da Zona Leste.