Dia Internacional da Mulher: No Brasil se comemorou na rua, lutando.

“Não tem emprego, tá tudo caro, povo na rua é fora Bolsonaro” “Não tem emprego, tá tudo caro, povo na rua é fora Bolsonaro”

Por Charlie Gomes

Uma data que originou no suor de manifestação e garra. Essa data 08 de março, se comemora o Dia Internacional da Mulher. E não representa definitivamente, o quanto as mulheres da história lutaram por seus direitos e ainda lutam. O Brasil é o quinto país do mundo com a maior taxa de feminicídio do mundo, não é o redator quem diz isso e, sim, pesquisas mostram os dados. Baseado nessa informação, não poderia ser diferente. 

“E se o povo se unir, Bolsonaro, vai cair, vai cair” “E se o povo se unir, Bolsonaro, vai cair, vai cair”

Mulheres optaram que ao invés de celebrar por uma data que precisa receber o seu devido valor, mudando nossa constituição brasileira, elas foram para rua. M8, o nome dado para marcha da mulher, intitulado como luta por direito da mulher, contra machismo, racismo, fome e fora Bolsonaro. Um grande ato de manifestações feministas e movimentos políticos.

Mulheres em cima da perna de pau e os seios tampados apenas com glitter, é o momento que mais chamou atenção do protesto. A multidão envolta, ficava deslumbrada e até mesmo chocada, alguns criticava e outros filmavam.

Concentração aconteceu na Candelária e marcharam até a Cinelândia. Chegando ao local, houve um teatro para representar o que as mulheres sofrem pelo mundo, em cima da perna de pau, diversas mulheres encenavam. No alto do carro de som, mulheres ainda cobravam pela guerra na Ucrânia e cobravam posicionamento da política brasileira, quanto uma fala do deputado estadual de São Paulo, Arthur do Val. 

 

Em áudios trocados com amigos pela internet, Arthur do Val disse que ucranianas são ‘fáceis, porque são pobres’. Inclusive nessa mesma tarde, para noite, uma mãe da Rocinha que teve seu filho assassinado por uma ação policial, levou uma bandeira com imagem do filho e expôs no chão, quem transitava no ato contemplava. Entre os manifestantes, havia um equilíbrio de quem usava máscara, embora no Rio de Janeiro, está liberado a obrigatoriedade de máscaras.

Charlie Gomes

Cria da Favela da Rocinha, é locutor e estudante de jornalismo. Atua em diversos projetos sociais na comunidade e é proprietário do jornal comunitário @rocinhacomunic.