Solange luz | Netflix Possibilita Interação com o Futuro

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No último dia 28 de dezembro, a Netflix lançou por meio de um filme uma nova possibilidade dentro do universo televisivo. O serviço de streaming conquistou um espaço até então inexplorado: dar ao espectador a escolha de participar ativamente de uma narrativa e definir o destino de seu protagonista.

Black Mirror: Bandersnatch veio para quebrar paradigmas.

O filme apresenta cinco finais principais, porém as escolhas realizadas pelo público podem proporcionar uma infinidade de histórias com duração entre 40 a 90 minutos.

Esse não é o tipo de filme para assistir uma única vez ou reprisar de vez em quando. Pelo Contrário, em Bandersnatch é possível criar narrativas inusitadas e complexa cada vez que um caminho diferente é traçado. É literalmente vivenciar esse universo caótico, hora ficcional hora real, de Black Mirror.

Black Mirror é uma das melhores séries para ficar por dentro do mercado tecnológico, embora, faço uma observação. O enredo é elaborado de forma tão distópica que todos os episódios geram desconforto. Nitidamente a tecnologia é apresentada como vilã e grande parte da percepção que temos, é a de não restar opções aos humanos.

Esse lançamento não destruiu a distopia, mas trouxe a possibilidade de interação, escolha e mudança… Na construção de um século tão tecnológico e disruptivo a tecnologia pode sim tomar um rumo obscuro como alguns dos episódios anteriores. Mas isso é uma questão de escolha. Por que então, não se apropriar dessa ferramenta tão fantástica e, como no filme, criarmos diversas narrativas para o futuro de nossas profissões, escolas, relacionamentos, cidades e por daí em diante?

Se já assistiu esse lançamento diz aqui o que achou e qual dos possíveis finais você construiu. Se ainda não assistiu, já está disponível no Netflix. Nos vemos por aí em algum desses futuros!

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Autor

Apaixonada por tecnologia, livros e música. Responsável pela criação e curadoria de conteúdos no Voicers, um ecossistema digital de educação que busca democratizar o acesso às tecnologias e tendências futuras.

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