Relacionamentos na Era Digital

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Olá Caro Leitor
Muito Prazer!
Este é o meu primeiro texto e, na verdade, ele é mais uma das minhas reflexões do cotidiano – aquelas conversas que temos com os nossos botões.
Eu sou da era da datilografia – Ixi, me fez lembrar que não concluí o curso -, do papel de carta, dos telefonemas – cheios de emoção, das “cartas” – ôhhh saudade. Lembro-me, quando criança, que chegara a Era dos Telefones Fixo e a minha vizinha foi a que abriu os trabalhos na vizinhança! Um dia, pedi a uma colega de classe para ligar lá e pedir pra falar comigo. Quando chegava na casa da vizinha, toda a família estava na sala para acompanhar o evento. Era assim, pessoal, um momento de emoção falar ao telefone! Ouvir o telefone tocar então, quase que não se atendia para ouvir vários daqueles Trim Trim Trim!! (risos, ao imaginar a cena).
No namoro, o meio de comunicação mais utilizado – depois do presencial – eram “As Cartas”. Elas eram perfumadas, cheia de detalhes, pois toda a emoção do ato de escrever tinha que estar muito bem representado! Obs.: Receber uma carta escrita a próprio punho na era digital é o ápice de demonstração de: O quão você é especial! É diferente! Representa!
O tempo mudou!
O tempo urge!
O tempo virou artigo de luxo!
A Era digital chegou para facilitar!
Otimizamos tempo, fazemos negócios, resolvemos pendências, aceleramos processos, vendemos … nos relacionamos!
É nesse ponto que queria trazer para reflexão e auto análise. A maneira como nos portamos diz muito sobre nós!
Como temos usado essas ferramentas? Qual o nosso limite – oferecido e almejado?
Como tiramos conclusões diante dos 2 Tiques sem respostas, de um Ok, de um joinha, de uma resposta curta quando queríamos uma resposta longa, de…. etc, etc, etc..
A impressão que tenho é que passamos mais tempo tentando desvendar questões do que vivendo.
Precisamos ter cuidado com tudo isso.
Não sabemos o que se passa do lado de lá, em qual situação o outro se encontra. Apenas queremos o nosso desejo atendido, a nossa imediatez correspondida, a nossa necessidade suprida. Na Era Digital, não podemos dormir no ponto, mas quando o assunto refere-se a relacionar-se com o outro é preciso cautela. Chego a pensar que o método retrô protegia, preservava muito mais….porém, o tempo não recua e precisamos adaptar-nos.

Noto que, hoje, algumas relações – em suas várias nuances – tem início, às vezes o meio nem chega a existir e pula-se para a etapa do fim com fórceps – sem anestesia! Isso machuca, fere e deixa feridas.

Reflitamos sobre como fazemos uso do online em nossas relações. Quando bem usado, fortalece e, quando mal administrada destrói, como num passe de mágica.

Chegamos a criticar a criação de Robôs, mas em muitas vezes agimos como tal!

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Autor

É uma entusiasta do Turismo de Aventura e encantada pela Natureza. Atuou no Teatro. Conectada com a arte em suas diversas manifestações. Fã declarada de aeroportos e suas ricas conexões. Profissional do segmento de turismo, empreendedora, mentora e tem como Mestria o Ato de aconselhar.

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