Prefeitura de SP afirma que não há  casos de sarampo na Capital

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A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo, por meio da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), esclarece em nota que no momento não há surto, epidemia ou caso confirmado de sarampo residente na capital paulista. De acordo com o comunicado, não são fornecidas informações sobre casos pontuais em investigação por questões de sigilo médico.

Segundo a secretaria municipal de Saúde, a campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite vai ser feita no município no período de seis a 24 de agosto, conforme determinação do Ministério da Saúde.

A pasta afirma que surtos de sarampo estão em curso em vários países da Europa. Já a região das Américas foi considerada livre da doença viral aguda em setembro de 2016; porém, desde fevereiro deste ano, o Brasil registra a circulação do vírus do sarampo (genótipo D8, circulante na Venezuela desde 2017) nos estados de Roraima e Amazonas.

A Secretaria afirma, ainda, que o sarampo e a rubéola possuem vigilância integrada desde 1999, tornando oportuna a detecção de casos e surtos bem como a efetivação das medidas de controle. As duas doenças são de notificação obrigatória e imediata, o que deve ocorrer em até 24 horas após o atendimento.

Após a notificação de caso suspeito de sarampo, são desencadeadas ações que seguem os protocolos vigentes do Ministério da Saúde:

  • Investigação do caso suspeito: busca dos dados clínicos e da investigação laboratorial junto aos serviços de atendimento;
  • Investigação epidemiológica: avaliação de deslocamentos do caso suspeito com intuito de desencadear medidas para prevenir novos casos;
  • Orientação de isolamento social do caso pelo período máximo de transmissão;
  • Vacinação seletiva; ou seja, vacinação dos não imunizados ou com esquema de vacinação incompleto para a idade após a avaliação do comprovante de vacinação das pessoas expostas em todos os locais frequentados pelo caso suspeito, tais como: residência, escola, unidade de saúde, meio de transporte utilizado em viagens no período de transmissão da doença, etc;
  • Acompanhamento de todos os expostos para verificar o aparecimento de novos casos.

Em caso de confirmação, é realizada ampliação da vacinação denominada Operação Limpeza, que implica na busca exaustiva de todos os suscetíveis – não vacinados ou com vacinação incompleta -, mediante a vacinação casa a casa,incluindo os domicílios e os estabelecimentos coletivos, como, por exemplo, escolas, creches, canteiros de obras, etc. A ação abrange todos os locais frequentados habitualmente pelo caso confirmado de sarampo, segundo os critérios do Ministério da Saúde.

Sintomas

O sarampo é uma doença viral aguda com alto potencial de transmissibilidade e que pode cursar com complicações graves como pneumonia, encefalite, otite média, laringotraqueobronquite, infecções secundárias bacterianas e, tardiamente, panencefalite esclerosante subaguda. O quadro clínico é caracterizado por febre alta, exantema maculo-papular  generalizado (manchas vermelhas no corpo), tosse, coriza e conjuntivite. O exantema surge entre o segundo e quarto dias de doença.

Trata-se de uma doença de transmissão respiratória, que ocorre através das secreções nasofaríngeas expelidas ao tossir, espirrar ou falar. Além disso, o contágio também ocorre por dispersão de aerossóis com partículas virais.

O período de incubação (do momento do contágio ao aparecimento de sintomas ou sinais)  geralmente é de 10 dias, podendo variar de sete a 18 dias. O período de transmissibilidade é de sete dias antes do exantema até sete dias após o seu aparecimento.

 

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