Pontos viciados de lixo preocupam moradores da Rua Herbert Spencer, em Paraisópolis

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“Sinto vergonha dos visitantes sentirem o odor e presenciarem o descaso deste local”, afirma um morador.

imagesEm frente a Casa de Pedra, de Estevão Conceição, conhecido como Gaudí Brasileiro, um dos pontos turísticos mais visitados de Paraisópolis, um problema tem chamado a atenção dos moradores da Rua Herbert Spencer. Trata-se da quantidade de lixo depositado diariamente, prejudicando quem passa ou mora por alí.

As reclamações sobre o descarte irregular de lixo vêm de moradores que não aguentam mais a poluição visual e o mau cheiro. A pichação no muro recomenda “Por favor, não jogue lixo antes do horário do caminhão passar”, mas de nada adianta. Diariamente são despejados diversos sacos de lixo no local, o que tem desmotivado 8 das 15 famílias que auxiliavam na limpeza. Também, restos de construção tem ocupado o pouco espaço que há na calçada para o pedestre caminhar, o que tem causado muitos problemas.

O lixo tem sido destaque em matérias anteriormente publicadas no Jornal Espaço do Povo. E isso tem chamado atenção dos moradores que se mobilizam para que Paraisópolis seja um bairro melhor, como é o caso dos vizinhos do Castelo de Pedra. Mas o descaso da maioria tem prejudicado a minoria que tenta manter o local limpo. Cansadas de ver tanto lixo jogado, as famílias que tentam manter o trecho da Rua Herbert Spencer (da Casa de Pedra até a Av. Perimetral) têm perdido a motivação.

Recentemente, a comunidade passou por uma reformulação nos serviços de limpeza urbana, principalmente nos serviços de varrição, coleta de entulho e volumosos.

Grande parte de Paraisópolis é contemplada com a “coleta de comunidade”, ou seja, coletores passam o dia percorrendo as vielas e pontos de difícil acesso, recolhendo os resíduos e os depositando em contêineres. Estes contêineres são, por sua vez, coletados pelos caminhões compactadores. Em outros locais, o caminhão percorre toda a via coletando os resíduos porta a porta.

De acordo com alguns moradores, no beco Rui não acontece a coleta, o que implica no descarte irregular no outro lado da rua. E, talvez, ao perceber que no local sempre tem lixo, outras pessoas acabam fazendo o mesmo.

“Sinto vergonha dos visitantes sentirem o odor e presenciarem o descaso deste local, que, infelizmente, tornou-se um ponto viciado para [as pessoas]largarem seus lixos. Apenas eu e outros moradores de boa vontade tentamos reeducar o pessoal”, afirma um morador que não quis se identificar. Ele ainda faz um apelo “Precisamos urgente de um contêiner ou até mesmo a colocação de 4 ou mais carrinhos ‘lutocar’ (pequeno carrinho que é puxado pelos coletores comunitários)”.

A assessoria de imprensa da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) informou que a Rua Herbert Spencer é contemplada com coleta diária, no perído diurno, com a passagem do caminhão coletor. Porém, com relação à colocação de contêiner, a Ecourbis necessita de estudo técnico para verificar a viabilidade de instalação (necessidade do equipamento, espaço físico em segurança para colocar o equipamento e espaço para manobra do caminhão), já que necessita dar ré para coletar.

A fim de conscientizar os moradores sobre o descarte adequado dos resíduos, a Amlurb irá programar uma panfletagem orientativa no local . Ainda de acordo com a assessoria, a autarquia também solicitará a intensificação da varrição e remoção de entulhos.

Moradores da ‘Herbert Spencer’ se preocupam. E você?

Sabemos que o correto é colocar os nossos sacos de lixo em frente a nossa casa horas ou minutos antes do caminhão de coleta passar, porém cada vez mais crescem os ‘pontos viciados’, onde moradores utilizam muros ou esquinas para colocar o lixo fora do horário correto. Tal atitude acaba causando mau cheiro e sujando a comunidade, pois animais, e catadores, ao revirar os sacos de lixo, espalham a sujeira. Se houver chuva, esse lixo ainda vai parar em bueiros e rios, causando alagamentos e enchentes, contaminação de lençóis freáticos, desmoronamentos, doenças infecciosas, etc.

Caso queira descartar restos de construção ou móveis velhos lique para o 156 e peça a retirada do entulho ou verifique, se for o caso, o dia e o horário que o caminhão do Cata-Bagulho vai passar na sua rua.

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Autor

Diretor da Agência Paraisópolis, Editor do Jornal Espaço do Povo, Tesoureiro do Instituto Escola do Povo e da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, Vice-Presidente do Conselho Gestor do CEU Paraisópolis

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