Mariana Roquette | Estou no trabalho certo?

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Uma pesquisa realizada pelo Deloitte’s Shift Index nos EUA revelou que 80% das pessoas estão insatisfeitas com seu trabalho. Este fato nos leva a alguns questionamentos: Qual a causa raiz desta questão? Trabalho é ruim mesmo e ninguém gosta de trabalhar? É uma obrigação e todos tem que fazer, não importa se gostam ou não?

Confesso que não cheguei em uma resposta definitiva, mas trilhei um caminho auxiliada pelo amigo e Coach, Gustavo Prudente, que me trouxe muito mais clareza e após um tempo, acredite, mais satisfação na minha vida profissional e em outros âmbitos.

A metodologia criada por ele consiste em um triângulo com três pontas: necessidades, crenças e estratégias, traduzindo assim, os aspectos que olhamos quando tomamos nossas decisões. Aprofundando um pouco, seriam as necessidades tudo aquilo que precisamos, desejamos, queremos, que nos traz felicidade, sensação de realização; as crenças tudo que para nós são verdades absolutas desde as muito simples, ex.”As folhas são verdes.” Até as mais profundas e complexas: “As pessoas são muito difíceis.” E, as estratégias que traduzem nossas táticas e ações para avançarmos na vida e/ou resolver nossos problemas.

Alguns hábitos e modelos mentais, nos deixam um pouco confusos para tomar nossas decisões diárias e para facilitar vou trazer uns exemplos aqui. Vamos pensar em uma pessoa que está insatisfeita no trabalho, a primeira ideia que vem na cabeça é, vou mudar meu trabalho. O que acham? Solução resolvida? Pelo ponto de vista da metodologia descrita acima não. Neste exemplo, a pessoa correu para mudar a estratégia, não gosto deste emprego, vou para outro. Mas a sugestão aqui é analisar a situação nesta sequência: necessidades > crenças > estratégias.

Tomando o mesmo exemplo como referência seria assim: estou insatisfeita no meu trabalho, quais são minhas necessidades? Quais delas estão sendo atendidas no trabalho/atividade atual? Quais não estão? Daí passamos para as crenças: quais são as minhas verdades absolutas que me impedem de suprir essas minhas necessidades e só aí pensar em como atendê-las, isto é, nas estratégias.

Fez sentido para vocês? Nos próximos artigos trago alguns relatos de como isso funcionou para algumas pessoas.

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About Author

Mariana atua com redes e grupos colaborativos há 4 anos. Fez MBA na FIA, em 2010, em Gestão e Empreendedorismo Social, é acupunturista, especialista em neurologia e fisioterapeuta de formação. Já atuou em prefeituras, ONGs, negócios sociais e empresas privadas. É curiosa sobre os assuntos de autoconhecimento e busca conhecer mais profundamente as interações humanas.

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