Guilherme Prado | Como começar o ano novo no Azul. Planejamento financeiro para 2019

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Ultimamente, a sociedade tem percebido a importância e o impacto da educação financeira em seu dia a dia. E conhecer mais a respeito da educação financeira inclui estar consciente com nossos direitos e obrigações como cidadão.

Entre esses deveres estão dois importantes impostos, como o IPVA e o IPTU que, na maior parte dos estados do País incidem no começo do ano. Eles são acompanhados dos tradicionais gastos de fim e de começo de ano, como compras  na Black Friday e presentes de Natal, celebrações e happy hours, compra de material escolar e matrícula da escola e cursos… portanto, o período exige muita atenção para que o orçamento não saia do controle.

Como as suas finanças estão chegando ao fim do ano? Essa reflexão é importante para determinar a maneira de encarar os próximos compromissos financeiros. Caso não tenha guardado nenhum dinheiro específico para esse fim, use o 13o ou as reservas pessoais para fazer esses pagamentos. O importante é não deixar as dívidas rolarem ladeira abaixo.

Agora, um lembrete: nenhuma dessas despesas configura uma surpresa na vida de quem tem um imóvel, seja comercial ou residencial, carro na garagem ou filhos na escola. Então, aproveite a pausa do  fim do ano para se programar para 2020 – sim, o sucesso do seu plano começa já em 2019.

Vamos supor que seu IPVA custe R$ 600. Projete guardar uns R$ 50 por mês exclusivamente ao longo do ano que vem para chegar em 2020 com essa despesa paga. Essa conta pode ser feita com os demais impostos e gastos que você sabe que chegarão em novembro, dezembro e janeiro. Assim, você gasta pouco – ou nada do seu 13o, que pode ser direcionado para outros fins, como um investimento.

Em alguns estados, quem está cadastrado nos programas de registro de Notas Fiscais conta com a reversão de parte do ICMS em descontos no IPVA. Verifique o calendário de seu estado e não deixe passar  essa oportunidade de poupar!

Além de se precaver aos contratempos, poupar o dinheiro traz uma vantagem extra: a possibilidade de pagar os tributos à vista, com desconto que vão de 3% a 8% a depender do estado.

Seja à vista ou a prazo, o importante é pagar integralmente esses impostos, sob o risco de ser registrado na lista de dívida ativa, SPC/Serasa  e não arcar com multas de 0,33% de juros por dia (Baseados na taxa Selic ou IPCA) de atraso até o limite de 20% calculado sobre o valor total.

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Autor

Guilherme Prado é líder de impacto social e analista financeiro. É formado em administração e Contabilidade na Gardner Webb University – EUA. (Com Honras). Preside a ONG – Bem Gasto, que tem a missão de empoderar a sociedade por meio da educação financeira, visando o fornecimento de ferramentas para as pessoas administrarem melhor a sua renda e fazer o uso do seu dinheiro de forma consciente.

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