Falta de remédios e médicos na saúde de Paraisópolis causam transtorno para os moradores

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O problema com falta de médicos e remédios nas redes públicas de saúde é possível ser ver por toda a metrópole paulista. Em Paraisópolis não é diferente, pois os moradores que dependem do atendimento público de saúde reclamam de falta de medicamentos e material hospitalar nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da comunidade.  De acordo com alguns entrevistados,  faltam remédios como Clenil HFA, Aero Gold 120mcg, Clenil Nasal, Loratamed, Fosfato sódico de prednisolona, que são utilizados no tratamento de doenças respiratórias, e até remédios de tratamento epilético como Gardenal  e o Depakene.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou, por meio de assessoria,  que os remédios citados acima se encontram disponíveis para retirada nas UBSs de Paraisópolis. Também alertou que a prefeitura realiza a compra pelo princípio ativo, ou seja, a substância que deverá exercer efeito do remédio, e não pelo nome comercial, que pode variar de acordo com o fornecedor. O Gardenal, por exemplo,  está disponível como Fenobarbital e o Depakene é ofertado na rede municipal como Valproato de Sódio.
De acordo com a assessoria de imprensa, o abastecimento da maioria dos medicamentos para hipertensão e diabetes  está normalizado nas três UBSs de Paraisópolis. Porém a Secretaria confirma a falta de medicamento e explica que a partir de setembro de 2016, as compras e suprimentos foram reduzidas drasticamente e limitadas a 10% do que era necessário para atender à população. Em relação material hospitalar, ela afirma que soro e gases também se encontram em estoque. As ataduras estão em processo de compra e a situação será normalizada até o final deste mês.
Falta de médico
Questionada sobre a falta de médicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e na Assistência Médica Ambulatorial (AMA), a Secretaria  informou que as unidades da região são administradas pela Organização Social de Saúde (OSS) Albert Einstein, que está com processo seletivo em andamento para preenchimento das vagas de médicos nos Postos de Paraisópolis.
Na UBS Paraisópolis I, por exemplo, já foram preenchidas duas vagas para médicos.  Na UBS Paraisópolis II a vaga em aberto já foi preenchida e a previsão de início para que comecem a atender é ainda neste mês.
No caso  da AMA Paraisópolis, a unidade está sofrendo com a falta de médico, e a secretaria aponta como causa a redução no valor do repasse para o convênio com a Associação Israelita Albert Einstein, realizada no governo anterior. Com isso resultou na calamidade de atendimentos médicos.
Segundo a secretaria reuniões estão sendo realizadas com o objetivo de pensar em uma reestruturação da rede, na qual permite solucionar o quadro da AMA e das demais unidades.
Enquanto isso crianças, gestantes, idosos e outros usuários que dependem da AMA, único pronto socorro de Paraisópolis, ficam a mercê da sorte, muitas vezes, tendo que esperar até oito horas para que possam ser atendidos,   até a Secretaria de Saúde resolver os trâmites internos para que a situação seja solucionada e enviar médicos no qual deverão atender em Paraisópolis uma estimativa de 100 mil habitantes.

Foto: Jefferson Santos/Agência Paraisópolis

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