Estudantes brasileiros participam de projeto em parceria com a NASA.

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Alunos da escola EMEF Perimetral, da 6ª a 8ª série, estão participando da seleção de um projeto que será enviado diretamente para a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) e testado por um astronauta norte-americano. A iniciativa, realizada com escolas da cidade de São Paulo, faz parte do Missão Garatéa, mesmo consórcio espacial que planeja a primeira missão lunar brasileira, com lançamento marcado para 2021.

Esta é a primeira vez que estudantes brasileiros participam do Programa de Experiências para Voo Espacial (SSEP, na sigla em inglês), ação anual do governo norte-americano em conjunto com a Nasa para engajar a comunidade estudantil em experimentos educacionais realizados no espaço. A Câmara de Comércio Brasil-Flórida intermediou a entrada do Brasil no programa.

Dentre os 75 projetos, dez projetos estão entre os finalistas. Serão selecionadas as três melhores idéias, que serão encaminhadas para a Nasa, que escolherá apenas uma. Os experimentos que vão desde a introdução de colônias de bactérias no espaço, para ver se esses organismos se reproduzem fora da Terra, até a visualização de reações químicas, como a possível formação da ferrugem em um ambiente sem gravidade.

Esses protótipos – que podem abranger as áreas da física, da biologia ou da química – serão encapsulados com as devidas orientações para que um astronauta dentro da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) possa executá-lo durante um mês. Ao fim, a cápsula retorna à Terra para avaliação dos resultados.

“Meu projeto consiste em levar o musgo para o espaço, porque lá não vai ter muito contato com a luz. Então, uma planta seria mais difícil de crescer”, explica Kauan Jonatas Cordeiro, 13, que completa “Meu grupo está fazendo este projeto porque se a gente conseguir criar vida na microgravidade, poderia ser um grande avanço.
Na expectativa de que seu projeto será aprovado, Kauan afirma que já está até aprendendo inglês, por meio de um aplicativo, para se comunicar quando for para os EUA. “Eu estou aprendendo um pouco de Inglês para eu dar entrevista. Porque se eu ficar lá sem falar vai ser difícil”.

“ Eu já tinha ouvido falar da NASA, mas não sabia o que era uma estação espacial. Eu não conhecia muito bem, mas agora, com esse projeto, estou passando a conhecer melhor”, afirma o estudante Natan Cardoso de Oliveira, cuja proposta é levar cimento para o espaço.

Os projetos aprovados serão reformulados com ajuda de especialistas devido algumas restrições da Nasa, como é o caso do cimento, pois não podem ser levados matérias que liberem energia. Para a professora Camila Mafra Uva “é uma alegria muito grande” os alunos participarem desta experiência. “É uma oportunidade em que eles estão se destacando”, afirma. A professora de informática educativa da EMEF Perimetral é responsável, junto com a colega Ana Luiza Pizani, por acompanhar as crianças toda quinta-feira até o Colégio Dante Alighieri, onde é realizado o curso.

O resultado de qual experimento será selecionado pela Nasa para ser testado no espaço será divulgado no dia 14 de dezembro. Em meados de junho do ano que vem as crianças participarão de um congresso em Washington, nos Estados Unidos.

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Autor

Francisca Rodrigues é jornalista, repórter do jornal Espaço do Povo, apresentadora do programa Meia Prosa (Rádio Nova Paraisópolis, 87.5FM) e assessora de comunicação do Luau Paraisópolis.

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