Você conhece o Chiquinho do Palmeirinha?

Por Francisca Rodrigues

Untitled-1Se alguém chegar na comunidade de Paraisópolis e perguntar por Francisco Luís da Silva, poucos saberão dizer quem é, mas se perguntar por Chiquinho do Palmeirinha, logo alguém irá indicar o caminho de onde ele pode ser encontrado, a Associação Palmeirinha.

Chiquinho faz parte de uma das primeiras famílias que vieram para Paraisópolis na década de 60, quando a comunidade ainda estava se formando. O simpático alagoano chegou em 1968, com sete anos, acompanhado de sua mãe e mais quatro irmãos, José, Manoel, Antônio e Cícero.

De família humilde e trabalhadora, o pai, João Luiz da Silva, sequer sabia ler, mas ensinou aos nove filhos princípios muito importantes de educação e respeito ao próximo. Dois anos após a morte do seu João, Chiquinho e sua família vieram para São Paulo para viver em uma das casas que o Louro, aquele do Mercado, que inclusive era casado com uma de suas irmãs, Maria Luiz da Silva, deu para que pudessem morar.

Apaixonado por futebol, desde quando chegou na cidade, o filho caçula de dona Maria Lopes da Silva viu aqui a oportunidade de realizar seu sonho de ser jogador. Mas, como ainda era muito novo sua mãe não permitiu que ele jogasse em clubes profissionais como o São Paulo. Mesmo assim não desistiu do sonho, apenas deu outro foco e conciliou seu trabalho como inspetor em um colégio particular, onde atua até hoje, com o time de futebol que montou com amigos do bairro. Esta foi a forma que ele encontrou para não se afastar de sua paixão. Viu no futebol de várzea a oportunidade de praticar o esporte e dar continuidade ao seu sonho, foi quando fundou, há 41 anos, o Palmeirinha Futebol Clube, time que Chiquinho presidiu durante 25 anos.

Em Paraisópolis Chiquinho cresceu, casou-se, constitui família e vive uma das melhores fase de sua vida. Hoje, aos 55 anos, ainda joga futebol, e divide a administração do campo e da Associação que leva o nome do time que ele ajudou a fundar com o filho Bruno Melo, de quem ele se orgulha muito.