Fundada em 1998, a Associação Crescer Sempre se instalou em Paraisópolis para atender as necessidades na educação

Por que as crianças estão no farol e não na escola? Essa era a grande pergunta que Jayme Garfinkel fazia para as crianças, na década de 1990, que ficavam nas avenidas do entorno de Paraisópolis. Muitas vezes as respostas eram as mesmas, que não tinha vaga nas escolas para estudar na comunidade.

Seu sonho sempre foi ter uma escola. “Antes disso ele sentia que precisava ajudar as escolas estaduais da comunidade, pois estavam totalmente degradadas em todos os sentidos”, relata Marcia Oliveira, coordenadora geral infantil na Associação Crescer Sempre.
Foi em 1991 que Jayme contribuiu para melhoria da qualidade do ambiente na Escola Estadual Professora Etelvina de Góes Marcucci. Alguns anos depois, em 1997, para ser mais exato, ampliou para Escola Estadual Homero dos Santos Fortes e anos depois foi o momento das escolas estaduais Maria Zilda Gamba Natel e Governador Miguel Arraes.
A educação infantil em Paraisópolis era escassa na época, pois tinham poucas escolas e quase não tinha vaga, então Jayme criou, em 1998, a Associação Crescer Sempre e começou atendendo a educação infantil, de 4 e 5 anos, pois era a carência na época.
Hoje, a Associação tem vários projetos. Atende o ensino médio em tempo integral, cursos profissionalizantes para atender as necessidades e o Jovem Crescer que atende alunos do 8° e 9° ano das escolas estaduais.
“O programa Jovem Crescer veio devido uma defasagem no processo seletivo que os alunos passam para ingressar ao ensino médio. Podiamos ver dificuldades nos conhecimentos da áreas básicas como português e matemática”, relembra Marcia.
Todos os serviços são gratuitos e atendem toda Paraisópolis e as comunidades dos entornos. A educação infantil precisa deixar o nome na lista  durante todo o ano. Já o ensino médio, jovem crescer e profissionalizante têm outros critérios.