Cristina Josefa | Entre o vazio da nova escolha e a tortura da desordem que existe, o que você escolhe?

0

O sentimento é livre,  mas insistimos em acreditar que temos controle sobre sua criação – que foi feita para expandir. Somos domadores, não o democratizamos. O sacrificamos | Enclausuramos | Anulamos | Sufocamos… Assim, adoecemos. Criamos feridas. Produzimos o sofrimento. Somos nossos próprios torturadores, reféns de nossas próprias armas. E, pra quê? Sendo que é ele que escolhe onde habitar.

É difícil lidar com isso, sabe?  Muitas vezes não temos a noção de tudo que isso gera. Uma decisão estacionada é um tempo que não volta. Somos tão prisioneiros que, ao reconhecermos que isso já não nos cabe, falta coragem de abortá-lo porque, entre o vazio da nova escolha – que é gerado em todo recomeço – e a tortura da desordem que existe, optamos em anular a mudança e permanecer no que já não nos alimenta em nada. Isso representa uma vida indiretamente estacionada! Acredite: isso é mais comum do que imaginamos.

Dia após dia, muitos se anulam, esquivam-se, criam atalhos, optam pelo descartável para evitar a dor da transformação. Optamos pelo cárcere do conhecido e fugimos da liberdade que o novo representa. Queremos realmente a liberdade de voar?

A ação gera o existir

Decisões precisam sair do papel, precisam de ação para existir. A nossa vida não é uma posse presidencial que acontece no início de um ano, quando também, todos têm a fantasia de achar que tudo precisa ser iniciado ou reiniciado nessa época. Não mesmo!

Não há mais sentido em continuar numa situação “incontinuável”. [Gente, essa palavra não existe,  mas  bem que ela caiu bem com o contexto, não é?] Risos.

Força, coragem!

Compartilhar.

Autor

É uma entusiasta do Turismo de Aventura e encantada pela Natureza. Atuou no Teatro. Conectada com a arte em suas diversas manifestações. Fã declarada de aeroportos e suas ricas conexões. Profissional do segmento de turismo, empreendedora, mentora e tem como Mestria o Ato de aconselhar.

Deixe uma resposta