Cristina Josefa | A dor da perda

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A dor nos breca, nos choca, nos silencia.
É como se o nosso sistema caísse num pane repentino…
É como se a nossa estrutura despencasse de um prédio alto, muito alto.
É como se a nossa alma desfalecesse e perdesse a voz.
É como se o chão passasse a ser uma areia movediça.
É como se o ar nos faltasse, o tempo parasse.

O que produz em nós?

Rebobinamos a vida.
Voltamos onde dói.
Reconstruímos cenas, fatos, episódios que podíamos fazer diferente.
Pensamos sobre perdão, sobre como amar melhor!
Pensamos em quem queremos bem e de como – muitas vezes – somos mesquinhos em relação aos que não queremos tão bem assim.
E se fosse eu? E se fosse com um dos meus?
Suspiramos aliviados quando não é e, ao mesmo tempo, desenvolvemos – ou aperfeiçoamos – em nós, o sentir do outro, quase que na mesma pele.
Por um momento, as mágoas e dores se anulam…..porque a vida não é imortal e, nesse momento, tomamos a consciência disso.

Reinicio

A dor nos ensina que é necessário reiniciar.
Estimula em nós o desejo de ser mais útil.
Ela nos abala e também mostra a força que o ser humano tem.
E, aos poucos, a cada dia que se passa, os cacos voltam do chão e aos poucos nos reorganiza.
Num paralelo com a história da humanidade, da morte gerou-se a vida e, da vida, buscamos, junto daquele que nos gerou e nos ama – o encontro na vida eterna.

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Autor

É uma entusiasta do Turismo de Aventura e encantada pela Natureza. Atuou no Teatro. Conectada com a arte em suas diversas manifestações. Fã declarada de aeroportos e suas ricas conexões. Profissional do segmento de turismo, empreendedora, mentora e tem como Mestria o Ato de aconselhar.

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