Cresce o poder de compra das comunidades em todo o Brasil

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Por muitos anos as comunidades eram vistas com olhos um tanto preconceituosos quando o assunto era o poder de consumo nesses locais. Muitas empresas não investiram nesses locais por acreditarem que a população local não teria poder aquisitivo suficiente para seus produtos, o que era e é um terrível engano — para quem ainda tem esse pensamento arcaico.

Hoje é comprovado não somente o alto potencial de investimentos nesses locais, como o crescimento do poder aquisitivo dos moradores das comunidades. Além da crescente de investidores nesses locais, cresce também o número de empreendedores locais.

Separei aqui algumas informações que te ajudarão a entender um pouco mais a fundo sobre esse mercado, suas principais características e potencial econômico.

A HISTÓRIA DAS COMUNIDADES PELO BRASIL

Comunidades, Favelas, Morro, Grota, são os diferentes nomes dados ao locais de grande ocupação desordenadas nas cidades de todo o Brasil. Apesar de inúmeras tentativas do governo de reduzir o número de favelas nas cidades, essa população não para de crescer.

Grande parte dessas comunidades estão localizadas na região sudeste do país, mais precisamente Rio de Janeiro e São Paulo. Só para você ter ideia em 2010 o Censo informou que o Brasil tinha 11,4 milhões de moradores de favelas e 12,2% se encontravam no Rio de Janeiro.

Estamos falando de mais de 1,4 milhões de pessoas moradoras de comunidades apenas no estado do Rio de janeiro. São Paulo também não fica para trás com mais de 11% da população (apenas da região metropolitana) vivendo em favelas, segundo a revista Exame.

Esses dados mostram um número absurdo de pessoas esquecidas não somente pelo governo nos quesitos de segurança, infraestrutura, educação, e tantos outros. Mas também pelo comércio em geral.

Toda essa ausência, acabou gerando um efeito extremamente positivos nessas comunidades, que foi o surgimento de novos empreendimentos realizados pelos próprios moradores do local.

OS EMPREENDEDORES DAS COMUNIDADES

Segundo uma matéria publicada no site da Globo News o mercado empreendedor nas comunidades é responsável por movimentar a “bagatela” de R$ 78,3 bilhões em todo o Brasil.

Basta uma simples busca na internet para ver histórias e mais histórias de negócios de sucesso nas comunidades. Seja por necessidade ou até mesmo por identificar a carência de um determinado segmento na área, cada vez mais negócios surgem nesses locais.

O mais interessante é que esses empreendimentos têm atraído até mesmo as clientelas de alto padrão, como é o caso do Restaurante do Silvio, que segundo a BBC tem atraído gerentes e gestores de multinacionais na zona sul de São Paulo.

É claro que com a crescente de opções de estabelecimentos nesses locais, cresceu também a exigência quanto a qualidade dos produtos e serviços oferecidos. Se engana quem pensa que um morador de favela compra apenas marcas populares, ou de baixa qualidade.

Esse público é extremamente exigente e propenso a gastar um pouco mais quando o assunto é qualidade.

“As comunidades possuem um grande potencial para quem busca sucesso nos negócios, porém é pouco explorada pelo mercado externo”

Como você pode observar existe um mar de oportunidades nas comunidades, e que atualmente em sua grande maioria é explorado apenas pelos comerciantes locais, que em muitos casos estão expandindo seus negócios além da favela.

A verdade é que a favela de hoje não é a mesma de 20 anos atrás, as pessoas evoluíram, o pensamento evoluiu e acima de tudo o poder econômico evoluiu — e muito! Dando a chance para novos empreendedores e grandes marcas faturarem milhões ao ano.

Hoje as comunidades tem uma economia própria, cria seus bancos comunitários, moedas, sua identidade, importante e imprescindível é procurar entender esse público e apresentar os produtos e serviços de forma adequada aos mesmos.

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Quer saber mais sobre como se comunicar com esse público? estou disponível para ajudar a entender e aproveitar de forma objetiva, consciente e com impacto social esse mar de oportunidades que está aberto a todos e em todo o país, navegar é preciso.

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Autor

Diretor da Agência Paraisópolis, Editor do Jornal Espaço do Povo, Tesoureiro do Instituto Escola do Povo e da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, Vice-Presidente do Conselho Gestor do CEU Paraisópolis

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