Comida da vó, é bom e faz bem!

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Dia desses passei para dar um beijo na minha avó. Que delícia aquele café preto na companhia dela! Tenho o privilégio de ainda ter as duas velhinhas, uma muito diferente da outra. Uma passou a vida trabalhando na roça embaixo de sol e comendo o que vinha da terra, com 84 anos é forte, dificilmente fica doente e ainda cuida da horta e de umas galinhas. Ano passado serviu para a família um curau preparado com milho que ela plantou e colheu. A outra foi criada na cidade, cuidando dos filhos e da casa, logo teve ajuda forte da primeira filha nos cuidados da casa e nunca fez esforço físico pesado. Na infância comia o que tinha, na vida adulta sempre que possível trocou os alimentos da terra por pães e doces. Aos 76 anos tem diabetes, ossos frágeis, dores pelo corpo todo, dificuldade em andar e para fazer as atividades do dia a dia. 

 

Percebeu que as diferenças na vida das minhas velhinhas definiram a qualidade de vida de hoje? Algumas diferenças foram impostas pela vida, mas outras foram decorrentes de escolhas. O trabalhar na roça e comer o que vem da terra fez a avó de 84 anos mais forte, mais independente e ativa do que a avó de 76, que sempre ficou dentro de casa com trabalhos leves. Elas não tiveram informação que guiasse as melhores escolhas para prevenção de determinadas doenças e uma vida mais saudável, fizeram o que a vida permitiu. Mas hoje a informação é mais rápida e fácil, você pode fazer as melhores escolhas e ensinar as crianças que vivem com você da melhor forma possível: sendo o exemplo.

 

A prática de atividade física é essencial para fortalecimento dos ossos e da força dos músculos, pode ser qualquer atividade. Trabalhos na roça, como no caso da minha avó; academia, lutas, jogos. A atividade física ideal para você é aquela que for possível e der prazer. Quanto à alimentação, não é complicada, nem precisa ter alimentos diferentes, difíceis de encontrar ou caros. É simplesmente comida de verdade, que vende na feira ou na vendinha de bairro, que veio da terra. É simplesmente descascar mais e desembalar menos. É valorizar os alimentos que a vozinha comia de menina. 

 

Na hora de montar o prato também é fácil, nas refeições principais (almoço e jantar), busque seguir a proporção do desenho, que é a indicação do Ministério da Saúde para alcançar os nutrientes necessários e manter o corpo funcionando em potência máxima. Nos lanches, prefira frutas sempre que possível. Se gostar, também vale batata doce, mandioca, milho verde. Sem neura, com saúde e para ter qualidade de vida.

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Autor

Karelin Cavallari é nutricionista funcional e especialista em controle metabólico e fisiologia do exercício.

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