Com foco em disseminar a permacultura, Fundação Julita inaugura Centro de Educação Ambiental

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A Fundação Julita  inaugurou na manhã de ontem (25)  a sede do Centro de Educação Ambiental, um marco na trajetória da organização e da comunidade do Jardim São Luís e entorno.

Sede construída por voluntários, utilizando técnicas de bioconstrução. (Foto: Francisca Rodrigues)

Com foco na sustentabilidade e criada com princípios da permacultura, a sede do Centro de Educação Ambiental é composta de um auditório com técnicas de bioconstrução, banheiro seco com telhado verde, laboratório e biblioteca ambientais e cozinha experimental de PANCs (Plantas Alimentícias não Convencionais). No evento, que reuniu parceiros e lideranças comunitárias, foram apresentadas  mais de 23 tecnologias permaculturais envolvendo água, resíduos, construção e cultivo de alimentos.

Criado no ano de 2011 a partir da necessidade de dialogar com a comunidade do entorno sobre o ambiente e o ser humano, as relações ecológicas, o Centro de Educação Ambiental da Fundação Julita tem como o objetivo  ampliar o debate político socioambiental na região a partir da ética e da prática da Permacultura, sistema de princípios agrícola e social de design centrado em simular ou utilizar diretamente os padrões e características observados em ecossistemas naturais.

Para a bióloga em permacultura e coordenadora do Centro de Educação Ambiental, Flávia Cremonesi, embora o projeto tenha vários sistemas de reciclagem, este não é  foco pedagógico da instituição, mas sim a educação ambiental muito mais ampla. “ Ela abrange toda a questão natural, dos direito a dignidade dos seres vivos e abrange também pela questão política ambiental, é a política que determina o que pode e o que não pode em relação a questões ambientais”.

A sua missão é ser ponte para o resgate dos vínculos com a natureza humana e os valores planetários. Pretende ser referência em Educação Ambiental e Permacultura na região, sendo vitrine de práticas sustentáveis de baixo custo e fácil implementação. Também tem o papel de ser multiplicador de tecnologias inovadoras para outras comunidades, a partir da sistematização dos processos de criação e pedagógicos, com uma metodologia continuada desde a primeira infância até a juventude, impactando também idosos.

Na nova sede ocorrerão oficinas  com foco na multiplicação de conhecimento em permacultura por meio de formações de educadores  e também passará a receber estudantes de escolas públicas e particulares.

O Centro tem parceria com o Coletivo Dedo Verde (para a coleta de óleo), com o coletivo PermaPerifa e o coletivo e cooperativa socioambiental Eparreh (Estudos e Práticas em Agroecologia e o Reencantamento Humano), que neste mês passou a oferecer o curso de permacultura.

 

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Autor

Francisca Rodrigues é jornalista, repórter do jornal Espaço do Povo, apresentadora do programa Meia Prosa (Rádio Nova Paraisópolis, 87.5FM) e assessora de comunicação do Luau Paraisópolis.

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