A Batalha de Rimas de Paraisópolis é um ato de resistência!

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Por Glória Maria

“O Rap faz muito mais que sua religião, o presídio e o cassetete em vão”, frase de uma letra da música do Criolo doido, que representa a força do Hip Hop e de como ele pode transformar espaços e pessoas.

O Rap é preto, pobre, subjetivo e também é consciência política, social. Está atrelado ao ato de resistir, e foi exatamente por isso que teve início a batalha do Paraisópolis, com o objetivo de incentivar, descobrir novos talentos, e expandir a consciência sobre quem nós somos e porquê somos.

Através da música, nós mostramos ao mundo como o Estado viola nossos corpos, expomos as injustiças cotidianas.

Mas além de todo esse lado subjetivo, ainda há preconceitos para serem quebrados. A batalha de Paraisópolis tem regras claras para os competidores, não pode haver racismo, homofobia, ou qualquer outro tipo de desrespeito com o próximo. Muitos membros, até mesmo organizadores passam por um processo de desconstrução, desta forma adquirindo conhecimento sobre determinadas causas e aprendendo valores humanistas.

O evento unificou a juventude, criando uma postura de compromisso, desabafo e, principalmente, de irmandade.

Na próxima sexta-feira, a partir das 22h30, acontece a 5ª Batalha de Rimas de Paraisópolis. Saiba mais no nosso evento no Facebook

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